sexta-feira, 3 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010

A casa, corpo, eterna morada é por demais onírica
Estou feliz por ter encontrado em meio a tanta bagunça
Lembranças... Aventurei-me pelo porão, desci de olhos fechados
Tateando o caminho. Na ponta de meus dedos ficou o contorno de cada passagem
Quantas narrativas. Só eu vejo meus olhos neste porão escuro
Não quero subir as escadas, deixem meu olhar aprisionado onde deixei
De dentro da casa pelo buraco da fechadura espio
Não me falem do mundo lá fora porque não quero entender
Dentro da casa se desloca tempos soprados pelo vento
As imagens são nítidas, tocáveis, sentidas, respiradas
Ninguém me tira da casa sonhada
Lá deitada em meu aconchegante ninho
Gozo de felicidade e deixo à fumaça brincar
Acima do telhado!
Clara santos
sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Ninguém nasce odiando outra pessoa, pela cor de sua pele,ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem se ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." (Nelson Mandela)
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O sentido da cabana
quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu atravesso as coisas – e no meio da travessia não vejo!
Só estava era entretido na idéia dos lugares de saída e de chegada.
Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa;
Mas vai dar na outra banda é num ponto mais embaixo,
Bem diverso do que em primeiro se pensou (...)
O real não está na saída nem na chegada:
Ele se dispõe para a gente é no meio da travessia ...”
(João Guimarães Rosa, 1986:26-52).
ventos
Ventos não sopram na mesma direção
Se assim fosse que graça teria
Eu jamais saberia sobre seus segredos
De algodão!
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